quarta-feira, 1 de maio de 2013

Os Mutantes estavam certos.

 A tarde passava lentamente diante dos olhos de quem esperava mais alguma coisa. Todo mundo olhava sem querer de forma esperançosa para o velho relógio imaginário que fica bem no meio de uma parede azul escuro. Mas esperar mais o que daquele dia? A satisfação é algo que falta na vida desses mortais.
 Mais um dia que foi embora. O sol indo lá para o oriente e a gente aqui tão desorientado. Era possível saber como o dia iria ser na manhã seguinte: Morno. Saber sobre o amanhã é tão pouco empolgante quanto comemorar o ano novo ao meio dia. Eles pularam essa lição e acham tão interessante contar sobre todas as tarefas diárias que terão.
 Todo mundo seguindo o mesmo caminho, entrando no mesmo buraco. Um formigueiro humano. Ninguém nem sequer questiona sobre a vida, mas vamos esperar mais o que dessa gente que nem sobre o tempo questiona? Eu digo tempo relacionado se vai chover ou se vai fazer sol, porque aquele tempo que faz a areia da ampulheta cair é o que menos conhecem. Tempo nem sempre são horas. Tempo pode ser aquele que faz teu filho crescer e suas rugas aparecerem e você nem percebe.
 Tudo é sempre tão normal, valores se perdem tão rápido assim. Eu tento ensinar e aprender sobre o amor próprio, a partilha, o valor das amizades e a divisão tanto dos bens quanto das emoções e sentimentos. Eles ensinam o quanto "você precisa de dinheiro, você tem que ter dinheiro, o mundo é de quem tem mais e ele não é tão maravilhoso assim!". Escondam-se todos em suas casas, então. Hoje vou sair com meia dúzia de moedas, coração palpitante e mil ideias na cabeça. Recuso viver para pensar num pedacinho de papel.
 O suor escorre na luz do dia, a lágrima escorre na escuridão da noite. Se os outros não se importam, você também não se importará. E assim passa mais um pouco da sua vida. A simplicidade do viver sendo arrancada aos poucos sem perceber. Sorrisos sinceros ficam no meio de tantos falsos que são tatuados nos rostos artificialmente coloridos.
 Confio num dia que nem sei se virá, não um amanhã, mas talvez um ontem. Aquele ontem que te fazia jovem, rebelde, questionador e forte. Aguardo aquele adolescente de cabelos revoltos ao vento gritando até a garganta sangrar sobre suas incertezas. Eu estou confiando muito nisso, posso ficar até esperando a normalidade passar...


 "Mas as pessoas da sala de jantar são ocupadas em nascer e morrer..."



domingo, 28 de abril de 2013

Tag campanha de incetivo à leitura.

 Olá, galéris!
 Quem me entregou essa tag foi a Karolina Santana do blog Malaguetta. Outra caiçara que mora aqui na Paulicéia desvairada. Adoro o blog dela (apesar de não comentar, desculpa eu?) e convido-os para dar uma voltinha lá, viu?
 Vamos para a parte interessante do post. A campanha tem como intenção de que os blogueiros "tagueados" indiquem um livro no qual curtiu muito para os outros e assim por diante.
 Então, o livro que vou indicar é "Lolita" de Vladimir Nabokov. Eu o li no comecinho do ano, achei-o aqui na casa da minha e tia e ele se tornou um companheiro e tanto. O Humbert Humbert é um professor pedófilo que se apaixona pela pré-púbere Dolores Haze. É um romance polêmico pra caramba e não recomendo para pessoas que tenham um Datena interno, sério.
 O Humbert tem um lado que deixa muita gente pensar que está ficando maluca, porque muitas vezes você se pega rindo das loucuras do cara. Tipo, ele viaja horrores. A sensualidade que o H.H enxerga na meninas não existe, é algo que vive na cabeça doente dele.
 Vladimir Nabokov merece o meu respeito e deverá merecer o seu também, caso você ler "Lolita".
 Agora vamos indicar o blogs:
Tá na nuvem
Mulher vitrola
Casinha de retalhos


Selinho da tag

quinta-feira, 18 de abril de 2013

18 anos

 Eu imaginava milhões de coisas sobre fazer 18 anos. Sempre tive a liberdade que precisava e completar a maioridade não faria muita diferença para mim. E nem fez. Talvez o meu medo de crescer seja maior do que a sensação de liberdade que alguns diriam que eu ia sentir.
 Eu também não posso querer que tudo mude de um dia para o outro, né? Porque até ontem eu tinha 17. Mas hoje está mais claro do que nunca que número algum muda a pessoa (e o money que é good  e nóis não have, muda? haha), o que muda é o que temos aqui dentro.
 Eu acho que vivi esses 18 anos da melhor forma possível. Tive crises, tive momentos de pura felicidade, vomitei de tanta paixão, fiz amigos de todas as formas, criei um blog, vi o sol nascer muitas vezes, falei merda pra caramba. São pequenas coisas que poucas pessoas não viveram ou por falta de coragem ou por falta de oportunidade.
 Só tenho motivos para me orgulhar nesse dia assim tããão especial e comum.  E que venham os 19, os 20, 30, 40, 90, 100 e 110...Parei!